Ricardo Ribeiro estreia CD “Hoje é assim, amanhã não sei”

2016-12-20

Ricardo Ribeiro estreia CD “Hoje é assim, amanhã não sei”

O fadista Ricardo Ribeiro apresenta o álbum “Hoje é assim, amanhã não sei”, pela primeira vez, no Porto, na próxima quinta-feira (8), na Casa da Música.

“É a estreia deste novo álbum ‘Hoje é assim, amanhã não sei’ no Porto, que irei cantar integralmente, o que não quer dizer que não cante fados de álbuns anteriores”, disse à agência Lusa o fadista, que recentemente estreou em Lisboa a versão musicada da “Toada de Portalegre”, de José Régio, composta por Rabih Abou-Khalil, acompanhado pela Orquestra Metropolitana de Lisboa.

O criador de “Último Poema” (Vasco Lima Couto/Manuel Mendes) é acompanhado no palco da Casa da Música pelos músicos José Manuel Neto, na guitarra portuguesa, Carlos Manuel Proença, na viola, que também foi o produtor do álbum, Daniel Pinto, na viola baixo, e ainda João Paulo Esteves da Silva, no piano, Artur Caldeira e Daniel Paredes, na guitarra clássica, Ricardo Dias, no acordeão, e Diogo Duque, na trompete.

O fadista afirmou que, “como sempre”, irá ser “autêntico e verdadeiro”, num espectáculo “em tudo semelhante ao que apresentou no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, no passado dia 30 de Abril, e que definiu que será “uma viagem pela música e a poesia”.

Ricardo Ribeiro, que a revista Songlines apontou como “a melhor voz masculina de fado da sua geração”, disse à Lusa que a reacção do público ao CD “Hoje é assim, amanhã não sei”, saído a 01 de Abril último, “tem sido de grande ternura e carinho”, mostrando que “gostam muito”.

No álbum, editado pela Warner Music, há uma “crítica atenta e mordaz ao quotidiano”, reconheceu o fadista, que referiu os temas “Nos dias de hoje”, com letra e música de Tozé Brito, “Portugal”, que interpreta no Fado de João Maria dos Anjos, um poema de Mário Raínho, autor que canta desde sempre, e também o “Soneto de mal amar”, de José Carlos Ary dos Santos, musicado por João Paulo Esteves da Silva.

Quanto às melodias tradicionais, além do Fado de João Maria dos Anjos, Ricardo Ribeiro canta no Fado Licas, de Armando Machado, “Nos gestos, nos sentidos”, de Vital d’Assunção.

“Chanson d’autonne”, de Paul Verlaine, musicado por Esteves da Silva, uma recriação de “Malaventurado”, de Bernardim Ribeiro, com música de Alain Oulman, que foi buscar ao repertório de Amália Rodrigues, e uma composição de sua autoria, para o poema de Joaquim Pedro Gonçalves, “Canção das águas claras” e “Serenata do adeus”, letra e música de Vinícius de Moraes, são outros temas que fazem parte do CD.

Ricardo Ribeiro venceu por duas vezes da Grande Noite do Fado de Lisboa, em juniores e seniores, e conquistou dois prémios Amália, Revelação e Melhor Fadista.

Este ano o músico apresenta-se ainda com o ensemble Os Músicos do Tejo, no dia 14 na fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, apresentando “Fado Barroco”.

No próximo ano, o fadista tem previsto actuar em Gent, na Bélgica, no palco do De Centrale, no dia 19 de Janeiro, e no dia seguinte passa a fronteira e actua na Chapelle Corneille, em Ruão, na França, seguindo para Paris, onde no dia 21 de Janeiro, sobe ao palco do Théâtre des Abbesses, e no dia 22, actua no edifício do século XII La Maladrerie Saint-Lazare, em Beauvais, no departamento de l’Oise, no norte de França.

Fonte: Lusa